A Oração

A oração é um dos mais importantes pilares do Islam, cujo grandioso prestígio Deus determinou a oração para todo Responsável, cinco vezes ao dia, com 17 (dezessete) genuflexões, que são para: A oração da manhã: duas genuflexões -------- (Assobh)

A oração do meio-dia: quatro genuflexões -------- (Azzohr)

A oração da tarde: quatro genuflexões ---------- (Al-Açr)

A oração do crepúsculo: três genuflexões --- (Al-Maghreb)

A oração do anoitecer: quatro genuflexões ------ (Al-Achá)

Assim como foram constituidas as orações voluntárias, como a oração noturna, a vigília da madrugada, do meio-dia, da tarde, do crepúsculo e do anoitecer.

Outras orações devidas, que são: a oração de sexta-feira, a oração das duas festas, a oração dos versículos alcorânicos, a oração aos mortos, a oração do percurso ao redor da Caaba durante a peregrinação.

A oração enfim, expressa os pilares da religião e a forma mais destacada da fé e da devoção a Deus Glorificado.

Deus Supremo revelou:

"... observai então a oração, porque a oração foi prescrita aos crentes em tempo determinado".

Alcorão Sagrado (Surat Annissá - C. 4, Versículo 14). Ele Glorioso, revelou também:

"Os crentes triunfaram a religião e eles são humildes em suas orações".

Alcorão Sagrado (Surat Al-Muminún - C. 23, Vers. 1 e 2). A oração inclusive, por ser uma prática de consagração, faz com que o homem se prenda ao seu Criador, o que aliás, tem seu fator psicológico, educativo e progressivo, só pelo fato de se dirigir a Deus Glorificado através do permanente arrependimento e súplicas para o bem próprio e dos crentes, sempre com muita fé e com o corpo e a endumentária limpos e purificados. E, no que tange reuniões e presenças nas Mesquitas, onde acontece maior aproximação entre os grupos e formação de relacionamentos sociais, exalta-se o amor e a paz entre os devotos. A essência da oração se baseia pela submissão a Deus somente, através da genuflexões, adorações e ligação permanente com Sua Magnificência e com o Dia de Prestação de Contas. Com isso, motiva a alma com a humildade e a igualdade, purificando-a das seduções, do orgulho e da inimizade... E o Alcorão Sagrado esclarece o ideal das preces e orações coletivas e sociais, assegurando-o com o seguinte:

"... a oração adverte contra a obscenidade e o que é abominável".

Alcorão Sagrado (Surat Al-Ancabút - C. 29, Versículo 45). Com isso, o nobre Mensageiro (saws) igualou a oração com o rio que limpa e purifica o homem da sujeira e da imundice, dizendo:

- "Feliz dentre vós aquele que possui na entrada de sua casa uma 'Hammat' onde ele pode se lavar nela por cinco vezes diariamente, não deixando sobre si um resto de sujeira sequer!".

Os presentes então, indagaram:

- "Sim? E qual é o significado?"

E ele (saws) lhes respondeu:

- "Significa as cinco orações do dia".

O Islam valoriza a oração à medida do que se deixou em rastros benéficos e complementares na consciência e no comportamento do homem. Conta-se que o Imam "Assadeq" (as) disse certa vez:

- "Não teria validade a oração que não impõe ao devoto a prática do obséquio".

A oração é um dos mais importantes pilares do Islam, cujo grandioso prestígio Deus determinou a oração para todo Responsável, cinco vezes ao dia, com 17 (dezessete) genuflexões, que são para: Assim como foram constituidas as orações voluntárias, como a oração noturna, a vigília da madrugada, do meio-dia, da tarde, do crepúsculo e do anoitecer. Outras orações devidas, que são: a oração de sexta-feira, a oração das duas festas, a oração dos versículos alcorânicos, a oração aos mortos, a oração do percurso ao redor da Caaba durante a peregrinação. A oração enfim, expressa os pilares da religião e a forma mais destacada da fé e da devoção a Deus Glorificado. Deus Supremo revelou: "... observai então a oração, porque a oração foi prescrita aos crentes em tempo determinado". Alcorão Sagrado (Surat Annissá - C. 4, Versículo 14). Ele Glorioso, revelou também: "Os crentes triunfaram a religião e eles são humildes em suas orações". Alcorão Sagrado (Surat Al-Muminún - C. 23, Vers. 1 e 2). A oração inclusive, por ser uma prática de consagração, faz com que o homem se prenda ao seu Criador, o que aliás, tem seu fator psicológico, educativo e progressivo, só pelo fato de se dirigir a Deus Glorificado através do permanente arrependimento e súplicas para o bem próprio e dos crentes, sempre com muita fé e com o corpo e a endumentária limpos e purificados. E, no que tange reuniões e presenças nas Mesquitas, onde acontece maior aproximação entre os grupos e formação de relacionamentos sociais, exalta-se o amor e a paz entre os devotos. A essência da oração se baseia pela submissão a Deus somente, através da genuflexões, adorações e ligação permanente com Sua Magnificência e com o Dia de Prestação de Contas. Com isso, motiva a alma com a humildade e a igualdade, purificando-a das seduções, do orgulho e da inimizade... E o Alcorão Sagrado esclarece o ideal das preces e orações coletivas e sociais, assegurando-o com o seguinte: "... a oração adverte contra a obscenidade e o que é abominável". Alcorão Sagrado (Surat Al-Ancabút - C. 29, Versículo 45). Com isso, o nobre Mensageiro (saws) igualou a oração com o rio que limpa e purifica o homem da sujeira e da imundice, dizendo: - "Feliz dentre vós aquele que possui na entrada de sua casa uma 'Hammat' onde ele pode se lavar nela por cinco vezes diariamente, não deixando sobre si um resto de sujeira sequer!". Os presentes então, indagaram: - "Sim? E qual é o significado?" E ele (saws) lhes respondeu: - "Significa as cinco orações do dia". O Islam valoriza a oração à medida do que se deixou em rastros benéficos e complementares na consciência e no comportamento do homem. Conta-se que o Imam "Assadeq" (as) disse certa vez:- "Não teria validade a oração que não impõe ao devoto a prática do obséquio".

O Jejum

"O mês de Ramadan foi o mês em que foi revelado o Alcorão, orientação para a humanidade e evidência de orientação e Discernimento" - Alcorão Sagrado Capítulo 2 - Versículo 185.

"Açaum", ou seja, o jejum, é uma das obrigações do culto que Deus Glorificado determinou sobre o Responsável, conforme a Sua revelação:

"Ó crente, o jejum foi vos prescrito, assim como fora prescrito aos que vos antecederam...".

Alcorão Sagrado (Surat Al-Baqara - V.2, Versículo 183). E também:

"... e aquele dentre vós que presenciou a Lua Nova deste mês (Ramadan), deverá jejuar, e aquele que se encontrar enfermo ou em viagem, jejuará depois o mesmo número de dias...".

Alcorão Sagrado (Surat Al-Baqara - C.2, Versículo 185).

O jejum é uma expressão de privar-se de comer, beber e outras adicionais, durante um mês completo, uma vez por ano, desde a madrugada até o crepúsculo, com a intenção de se aproximar de Deus Supremo.

O jejum tem seu papel importantíssimo na educação e no auto controle... no comportamento e na força de vontade, para a preservação da saúde moral e física, afastando-se assim, do mal, da luxúria e da concupiscência, natos no ser humano... e em contraste, cultivar o bem e a caridade, e sentir a dor da fome, a fim de usar de empate para com aqueles que a sentem por causa da pobreza e por falta de recursos, bem como, para sentir a igualdade com os outros jejuadores que compartilham no jejum coletivo naquele mês abençoado de Ramadan.

O Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) dava uma particular atenção e importância a este grandioso mês, inclusive uma preservação e precaução especiais... e, conta-se que ele dizia:

"Quando entrar o mês de Ramadan, deve-se libertar todo cativo e praticar a caridade para com aquele que pede ajuda".

E ele falava:

"Aquele que praticou a caridade e o bem neste mês com seu semelhante, tem as devidas boas recompensas na vereda no Dia do Juízo Final".

E novamente, o Profeta Mohammad (S.A.A.S.) falou:

"De que serve o jejum ao jejuador, se ele não se precaver contra a sua língua, o seu ouvido e sua visão com todas as suas forças?!".

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A Peregrinação

"Al-Hadj", ou seja, a peregrinação, è conforme Deus Supremo revelou:

"É dever para com Deus dos seres humanos que estão em condição de empreendê-la, a peregrinação à Casa (Caaba); e aquele que abjurar, saiba que Deus pode se desfazer de todas as criaturas".

Alcorão Sagrado (C. 3, Versículo 97).

A peregrinação é a expressão de um todo dos rituais e conceitos religiosos e é um conjunto de aplicações e ditames... organizados para determinada época e local, a fim de encorporar o significado de seu culto e prática educativa no que diz respeito à construção da personalidade do muçulmano, o qual passará a agir de acordo com a sua disposição e estruturação na vida, bem como, quitar a sua importância e destiná-la a Deus.

Portanto, esta prática religioso é como as demais práticas islâmicas, a qual possui seu valor educativo, social e político... pois ela é um Congresso Mundial Islâmico, onde reunem-se os muçulmanos para a adoração, a remissão, o arrependimento, a celebração de Deus, a purificação da alma dos pecados e da desobediência... e realização de novos relacionamentos e conselhos, através da troca de opiniões e diálogos reflexíveis e ideológicos, e unificação do sistema político para a nação islâmica.

O Alcorão Sagrado esclarece o que há em benefícios e alvos humanos na prática da peregrinação, inclusive dos objetivos ritualísticos, quando a ordem de Deus Glorificado foi dada a Abraão (as) fundador da Caaba:

"E proclame às pessoas com a peregrinação; virão a ti homens montados sobre magras montarias, vindos de vales profundos a fim de auferirem benefícios para eles próprios e celebrarem o nome de Deus em dias ativos pelo que Ele os agraciou em reses (sacrifício e abate). Comei pois delas, e alimentai o pobre indigente".

Alcorão Sagrado (C. 22, Versículos 27 e 28).

Assim sendo, todos os rituais islâmicos dão importância para o lado social e oferecem resultados educativos e aplicáveis em prol do benefício individual e de grupos, inclusive, para a realização dos cultos e devoções, que são do direito de Deus, impostos sobre o homem.

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O Donativo

"Azzacát", ou seja, o donativo é também imposto por Deus conforme Sua revelação:

"E observai a oração e cumprem com o donativo e obedecei ao Mensageiro, para que sejais compadecidos (por Deus)".

Alcorão Sagrado (C. 24 -V 56).

E Deus revelou também à respeito do donativo:

"Receba de seus bens uma caridade que os purifique e os confirme por ela, e roga por eles, porque a tua oração será um consolo para eles e Deus é o Oniouvinte Sapientíssimo".

Alcorão Sagrado (C. 9, V. 103).

Assim sendo, dos rituais islâmicos tem-se "Azzacát", isto é, o donativo... e este donativo é uma espécie de devoção em favor dos pobres e benefício geral, a fim de diligenciar o problema da pobreza e diferenças sociais e econômicas, e dispôr de melhorias e interesses... pois "Azzacát" tem influência sobre a questão psicológica, seja individual ou socialmente, porque ela afasta a inveja e a aversão entre os ricos e os pobres, e apaga as divergências naturais, confirmando a igualdade social entre os homens... particularmente o efeito educativo que acontece no íntimo da pessoa que pratica o donativo "Azzacát", pois isto combate a voracidade, o egoísmo e o amor excessivo ao dinheiro, e incentiva a humildade e a devoção... Por isso, o Islam considera este donativo-tributo como uma purificação da alma e depuração da consciência... e principalmente, correção da moral, chamando-o de "Azzacát", ou seja, "Purificação e Crescimento".

O Tributo

"Al-Khoms", ou seja, o tributo, foi mencionado nas revelações de Deus Supremo:

"E sabei que, de tudo quanto despojardes, a quinta parte pertence a Deus, ao Mensageiro e seus parentes...".

Alcorão Sagrado (C. 8, V. 41).

E dos tributos financeiros que o Islam impõe sobre os muçulmanos, há o tributo chamado "Al-Khoms", ou seja, o Islam determina uma taxa independente da "Azzacát", no valor de 20% do seguinte:

1 - Dos espólios de guerra.

- Do lucro anual.

3 - Dos metais (ouro, prata e pedras preciosas).

4 - Daquilo que se adquire dos mergulhos (Pérolas, esponjas, etc...).

5 - Do preço do terreno que o "protegido" compra de um muçulmano (o protegido paga a 5ª parte do valor do terreno).

6 - Do dinheiro lícito que se misturou com o que veio do ilícito e não há como definí-lo e saber o seu valor, então retira-se do total a 5ª parte e distribui de acordo com o deferimento de uma autoridade legal.

7 - De tesouros encontrados.

Enfim, o Islam determina o tributo financeiro equivalente a 20% do mencionado acima, e que, as autoridades legais se comprometem em destribuí-lo para a melhoria das condições gerais e evolução da sociedade, tomando as medidas econômicas necessárias, incluindo o "Azzacát" e outros tributos e taxas.

Extraído do livro: Os Princípios Islâmicos.

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Recomendar o Bem

Deus Supremo revelou:

"E que surja de vós uma nação que evoque para o bem, ordene pelo obséquio e advirta contra o abominável. Aqueles serão os bem-aventurados".

Alcorão Sagrado (C. 3, V. 104).

A invocação para o bem e melhoria da sociedades, é uma grandiosa responsabilidade social, confirmada pelo Islam, o qual encarrega seus seguidores de depurarem o círculo islâmico contra a corrupção e a adulteração, divulgando o bem e a virtude, e convocando as pessoas para a fé e a crença no Islam e sua prática.

E a ordem pelo obséquio e a advertência contra o abominável e detestável, são duas das mais nobres obrigações no Islam, as quais representam um papel importantíssimo na sociedade islâmica, e expressam um papel importantíssimo na sociedade islâmica, e expressam o desenvolvimento espiritual da responsabilidade, o interesse pelos assuntos e problemas dos outros e o desejo sincero bem estar deles (usar de indulgência)... e finalmente, a saída do redemoinho do egoísmo.

Por isso, o Imám Jaafar "Assadeq" (as) disse:

"Aquele que não se importa com os problemas dos muçulmanos, não é portanto, muçulmano".

O cumprimento individual das obrigações alusivas à Ordem pelo Obséquio e à Advertência contra o Abominável, é para a restauração e melhoria da vida social, porém, se houver dificuldade ou incapacidade para tal, por causa do individualismo disperso, deverão então se agrupar e formarem um grupo cooperativo e firme, a fim de poderem contar com os meios e estilos mais modernos para a convocação e recuperação social.

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AAdvertência Contra o Abominável

Deus Supremo revelou:

"E que surja de vós uma nação que evoque para o bem, ordene pelo obséquio e advirta contra o abominável. Aqueles serão os bem-aventurados".

Alcorão Sagrado (C. 3 -V. 104).

A ordem do bem e a proibição do mal é um preceito divino aos fiéis e de certo modo permeia todas as demais formas de culto, na medida que é o exemplo em ação, mais do que simples palavras ou conselhos. Não obstante, é requerido de cada um que faça aquilo que estiver a seu alcance nesse sentido, quando se faça necessário opor-se a uma situação de injustiça ou opressão, ou de prevalecimento do erro e da iniquidade. Nas fiéis tradições encontramos a atribuída a Imam Ali (A.S.) em que se relata que tenha dito: "Aquele que observar excessos sendo cometidos e pessoas sendo coagidas para o mal, e de coração, desaprovar isso, estará a salvo e livre de responsabilidade por esses atos; e aquele que desaprovar esses atos com a língua será recompensado e estará numa posição mais destacada do que o primeiro; mas quem o desaprovar com a espada, para que a palavra de Deus permaneça suprema e as palavras dos opressores permaneçam ínfimas, agarrar-se-á a diretriz e permanecerá no caminho certo, será iluminado com a convicção”.

Como sabemos, em muitas situações em que os corruptos possuem autoridade ou influência uma pessoa justa e correta não encontra meios de lutar contra os desmandos, e muitas vezes, mesmo combater com as palavras não é possível, então, é obrigatório que a pessoa se oponha ao erro em seu coração. Em outra tradição fiel atribuída ao Profeta (S.A.A.S.) consta que aquele que não desaprova o erro e o mal nem com as mãos, nem com as palavras e nem em seu coração, não possui fé.

Com efeito, a ordem do bem e a proibição do mal começa por si mesmo e o devoto deve buscar conhecimento e sabedoria no ato de aconselhar o bem e se opor ao mal, sempre levando em conta que o exemplo é mais efetivo do que as palavras.

Aconselhar com paciência os que erram por ignorância e firmar oposição aos viciosos requer uma correta percepção das circunstâncias. Imam Ali (A.S.) disse; "A firmeza da religião é ordenar o que é bom , proibir o que é ilícito e observar os limites de Deus" .

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A Militância

"... e que em Allah confiam os confiantes"

"Al-Jihád", ou seja, a Militância, é o combate na Guerra Santa... e Deus Supremo Revelou:

"Agrupem-se leve ou fortemente (armados) e combatei com os vossos bens e a sí próprios pela causa de Deus" (Alcorão Sagrado 9:41).

"Convoque à causa de teu Senhor com a prudência e a boa pregação, e debate com eles da melhor forma possível..." (Alcorão Sagrado 16:125).

O Islam é a mensagem do raciocínio, do conhecimento e da lógica, e conta com o diálogo e a operação intelectual e existencial a fim de levar seus pensamentos e ideologias às pessoas... Aliás, o Alcorão inteiro é testeminha disso...

No entanto, quando os tiranos procedem com arbitrariedade, e os oportunistas se apoderam do poder, e os inimigos se colocam contra os mais fracos, interpondo-se entre o homem e a razão, o Islam não terá outra alternativa senão a de usar de violência (pelo Jihad) para destruir as mulharas da injustiça, da prostituição, da corrupção e da inimizade, em defesa dos mais fracps e oprimidos no mundo.

O Alcorão Sagrado esclarece uma verdade, conforme a revelação de Deus:

"Temos pois enviado Nossos Mensageiros com as evidências e revelamos através deles o Livro e o equilíbrio, para que os homens possam agir com justiça, e criamos o ferro cuja importância poderosa e benefícios para a humanidade..." (Alcorão Sagrado 57:25).

Logo, o Alcorão assegura de que os Profetas (que a paz esteja com eles) falavam aos povos por meio da Mensagem Divina, dos princípios morais e dos procedimentos corretos, convocando-os à prudência pela boa pregação, porém, quando estes povos recusavam tudo isso, eles só tinham diante de sí o uso do ferro, ou seja, o uso das armas, a fim de combaterem as forças do mal, do crime e da perdição.

A biografia do Mensageiro Mohammad (que Deus o abençoe e lhe dê paz) confirma tudo isso, quando treza longos anos em Meca, ele convocava as pessoas à prudência e à sabedoria através da boa pregação, a nobreza mequense passou a perseguir, torturar e matar os que o apoiavam, e aqueles que conseguiam escapar, viam-se obrigados a sair de seus lares, depois de terem sido prejudicados e humilhados... e o Profeta inicialmente, suportou calado e pacientimente sem usar de violência, mesmo depois de ter emigrado para Yatreb (hoje Al-Medina Al-Munawwara, Medina A Iluminada), porém, ao ver que nada demovia as autoridades de Meca, os donos dos centros comerciais, os influentes e os oportunistas, os quais continuavam perseguindo e oprimindo os muçulmanos, e, diante disso, ele se viu obrigado de usar a força... pois Deus Supremo ordenou-lhe através de um Versículo ir à luta, permitindo-lhe o "Jihad" a fim de combater os inimigos do bem e da fé:

"Permitiu-se aos que combatem de que eles foram oprimidos e que Deus é Poderosíssimo para triunfá-los" (Alcorão Sagrado 22:39).

"Aqueles que foram expulsos injustamente de seus lares, só por dizerem 'O nosso Senhor é Deus!'..." (Alcorão Sagrado 22:40).

O Mensageiro de Deus (que Deus o abençoe e lhe dê paz) recomendou ao Imam Ali Ben Abi Táleb (que a paz esteja com ele), quando o enviou ao Iêmen:

"Ó Ali, não combatei ninguém antes de convocá-lo, e caso Deus iluminar um só homem, é melhor para ti do que tudo que assiste o nascer e o pôr do Sol!".

Fidelidade aos Ahlul Bait (A.S.)

O Alcorão ordena os devotos a estabelecer seu amor ao Profeta (S.A.A.S.) e a sua família (A.S.) e este amor é em si uma prova de fé e fidelidade a Deus. Nas fiéis tradições consta que quando o versículo sagrado. "Não vos exijo recompensa alguma, exceto o amor pelos meus parentes" foi revelado, Ibn Abbas perguntou ao Profeta (S.A.A.S.): "Ó enviado de Deus! Quem são os teus parentes próximos, a respeito dos quais se fez obrigatório amá-los? E então o Profeta (S.A.A.S.) disse três vezes: "Ali, Fátima e seus filhos." Disse também o Profeta (S.A.A.S.): "O amor a eles é um sinal de fé e a inimizade a eles é um sinal de hipocrisia. Aquele quem os ama, ama a Deus e seu profeta e aqueles que sejam seus inimigos , será como se fossem inimigos de Deus e seu profeta".

A natureza desse amor foi perfeitamente demonstrada por Imam Jafar As Sádiq (A.S.) ao dizer: "Aquele que obedece Deus é um que nos ama e aquele que o desobedece é um inimigo nosso."