O Monoteismo ou Unicidade de Deus

A Unicidade é a convicção de que Deus Supremo é Uno, Único, Ímpar e Eterno... e que Ele é o Criador deste Universo e ninguém se Lhe associa - isto é, não tem parceiro, nem outro igual, como não tem pai, nem mãe, nem esposa e nem filho - pois Ele é a procedência da criação, a razão das dores e a motivação dos princípios, como é à Ele se aplicam as magníficas qualidades e os atributos mais sublimes, porque Ele é o Sapientíssimo, o Prudentíssimo, o Poderosíssimo e o Imortal... Ele é o Misericordioso, o Eqüitativo, o Generosíssimo, o Influente, o Gigante e o Altíssimo! Em Suas mãos está o bem e a tudo Ele pode... Ele é o Único e é o Supremo que cria e dispõe, faz viver e faz morrer e destina os mortos às moradas merecidas... e ninguém possui a capacidade de efetivar as Suas realizações ou se associar às Suas decisões - e não existe divindade além dEle - e a evidência disto, é o que nos rodeia em pistas e vestígios sobre a Sua Magnitude, e minuciosidade de Sua constituição universal. Aliás, tudo que existe no Universo, lembra Deus Supremo Glorificado! Enfim, se o ser humano olhar para sí mesmo, já lhe bastaria crer na Unicidade de Deus! Relata-se no "Al-Hadís Acharíf", ou seja, na "Nobre Tradição": Aquele que conheceu a sí mesmo, conheceu a Deus. Se passarmos a meditar sobre a imensidão do Universo, verificaríamos que tudo que há nele são os próprios vestígios de Deus, porque se tivésse outra divindade além de Deus Supremo, teríamos sem dúvida, outros rastros. Certa vez, o Imám Ali Ben Abi Táleb (as) recomendou ao seu filho Al-Hassan (as): "... e saibas meu filho, de que, se Lhe houvésse parceiro, viriam a ti seus mensageiros e tu verias seus vestígios, seu reino e seu reinado, e reconhecerias as suas qualidades e ações, porém, Deus é Uno e ninguém O contraria em Seu reino!" Deus revelou no Alcorão Sagrado: "Deus não teve filho e não existiu com Ele alguma divindade! Pois se assim fosse, cada deus se apropriaria de sua criação e teriam se prevalecido uns sobre os outros. Glorificado seja Deus de quanto Lhe atribuem!" (C. 23, V. 91) Eis que esclarecemos a Unicidade de forma sumária: A fé na existência de Deus Supremo.

A fé de que Deus é Uno, não lhe havendo parceiro e nem quem se assemelhe a Ele.

A Ele se atribuem as melhores expressões e as mais altas qualificações, sendo Ele o Grandioso, Magnificente e Absoluto.

Ninguém merece ser adorado além dEle, Glorificado seja!

A Profecia

O segundofundamento da Crença Islâmica, é a fé na Revelação (Al-Wahí) e na Profecia (Annubúwa)... e a convicção nos Profetas e Mensageiros (as) e pelo que vieram anunciar , no que alude a reformas e grandiosos princípios cívicos... e o Alcorão Sagrado confirma a palavra de Deus: "Dizei: Cremos em Deus e no que nos foi revelado e no que foi revelado a Abraão, Ismael, a Isaac, a Jacó e a Al-Assbátt, e no que foi concedido a Moisés e a Issa (Jesus) e no que foi dado aos Profetas por seu Senhor; não fazemos distinção entre algum deles e nós Lhe somos muçulmanos (submissos)". (C. 2, V. 136). E os Profetas (as) foram homens escolhidos por Deus, para divulgarem as Mensagens Divinas e melhorar a conduta humana, por terem sido completos, racional e mentalmente, cujo comportamento impecável... Deus Supremo Revelou: "Deus escolhe os Mensageiros dentre os anjos e os humanos, pois Deus é Oniouvinte e Discernente". (C. 22, V. 75). E todos os Profetas (as) exortaram para a Unicidade de Deus e Sua devoção, comunicando a Sua existência e divulgando as Mensagens Divinas, inclusive, induziram os homens à prática do bem, do aperfeiçoamento e da nobreza de caráter, sempre debatendo a injustiça, a corrupção e os tiranos... Anunciaram a recompensa divina e alertaram contra a punição... Por isso, as mensagens de todos os Profetas (as) se conexam com a fé em Deus, na Revelação (Al-Wahí), na Profecia (Annubúwa), no mundo da Eternidade e em tudo que contém recompensas e punições. A ideologia islâmica se fundamenta nos alicerces da crença nas profecias de Mohammad (saws), que era favorecido com milagres, ressaltando o eterno milagre que é o Alcorão Sagrado, o qual ninguém consegue assemelhá-lo... genitivo outros milagres ocorridos no tempo do Mensageiro de Deus (S.A.A.S.). A convicção nas profecias de Mohammad (S.A.A.S.) significa a reprodução de todas as mensagens divinas por falta de seu correto prosseguimento... Por isso, é mencionado no Livro de Deus: "Para Deus, a religião é o Islam...". (C.3, V. 19). Em outro versículo lê-se: "E aquele que tenciona outra doutrina que não seja o Islam, ela jamais será aceita; e na Eternidade contar-se-á dos desventurados". (C.3, V. 85). Isto porque, a mensagem islâmica é a mais completa e capaz de solucionar todos os problemas do homem, a qual Deus a preservou e protegeu contra a simulação e a adulteração. Tanto Moisés quanto Issa (Jesus) – a paz esteja com ambos – anunciaram a vinda de Mohammad (saws), e seu nome foi mencionado na Torah e no Evangelho, e os judeus na ocasião, aguardavam a vinda de um Profeta que reformaria a Terra e comunicaria as Mensagens de Deus, porém, eles esperavam que este Profeta seja de sua própria gente, e quando viram que ele era do povo árabe, eles o desmentiram e subestimaram, e assim o fizeram também os cristãos, apesar de estes últimos, terem sido comunicados pelo próprio Messias Issa (Jesus) – a paz esteja com ele – e depois mencionado e confirmado no Evangelho. Deus Supremo revelou: "... os quais seguem o Mensageiro, o Profeta iletrado, que o encontram mencionado com eles na Torah e no Evangelho, e os ordena com o obséquio e os adverte contra o ilícito e lhes libera as satisfações e lhes veda as malícias e os alivia de seus fardos e dos grilhões que os deprimiam, e aqueles que creram nele e o dignificaram e triunfaram e seguiram a luz que se revelou com ele, estes, são os bem-aventurados". (C. 7, V. 157). "E quando Issa Ben Mariam disse: Ó filho de Israel, eu sou o Mensageiro de Deus, enviado a vós, corroborante de tudo que há entre as minhas mãos do conteúdo da Torah, e alvissareiro de um Mensageiro que virá depois de mim, chamado Ahmad(; e quando ele (Mohammad) lhes apresentou as evidências, disseram: Isto é pura mistificação!". (C. 61, V. 6). No Evangelho de João, discípulo do Senhor Jesus o Messias (A.S.) – escrito no aramaico (e depois passado para o grego) antes de sua adulteração – estava mencionada a anunciação do Messias (A.S.) Sobre Mohammad (S.A.A.S.), conforme segue: "E quando vier o Al-Monhamanna, aquele que Deus enviará a vós pelo Espírito Santo; este que surgirá por parte do Senhor, e ele será minha testemunha e vós também, porque vós sempre estivestes comigo. Por isso, eu vos anunciei para não lamentardes". E o Evangelho de João menciona em nome do Messias, quando ele anunciou a seus discípulos, orientando-os sobre a vinda de Mohammad (S.A.A.S.), o Profeta esperado, e que viria depois dele, o Messias disse: "Ainda tenho muitas coisas para vos dizer, mas não sois atualmente capazes de suportá-las. No entanto, quando esse chegar, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade, pois não falará de seu próprio impulso, mas falará as coisas que ouvir e vos declarará as coisas vindouras. Esse me glorificará, porque receberá do que é meu e vos declarará". Evangelho de João – Capítulo 16, Versículos de 12 até 14. Por isso que o Imperador abissínio Al-Nagáchi, que era na ocasião cristão, acreditou e deu testemunho sobre o vaticínio de Mohammad (S.A.A.S.) depois que ele conversou com Jaafar Ben Abi táleb, líder dos emigrantes muçulmanos, que partiram de Meca para a Abissínia (hoje, Etiópia); e Al-Nagáchi, juntamente com o clero cristão, choraram emocionados após ouvires Jaafar recitar a surata dedicada a Mariam mãe de Jesus, o 19° Capítulo do Alcorão Sagrado, e no final, o Imperador abissínio falou: “Isto, e o que Issa divulgou, vem do mesmo nicho”.

O Imamato

Para que a última mensagem divina revelada pelo concludente dos profetas continue como foi exposta, foram nomeados e escolhidos, através de Deus, doze Imames e sucessores para dar continuidade à função do profeta Mohammad (S.A.A.S.) em divulgar, proteger e ensinar os fundamentos do Islam para a humanidade. O profeta Mohammad (S.A.A.S.) anunciou, sob a ordem de Deus, a vinda destes doze Imames (A.S.) para liderar a nação e para ser protetores e conservadores desta grande mensagem. Ele disse: " Os Imames depois de mim serão doze, o mesmo numero dos apóstolos de Jesus ". A nomeação dos sucessores após sua morte é algo muito relevante e lógico pelo tamanho da importância que o Islam representa na vida do ser humano e para que a nação e a população não entrassem em conflitos. O Alcorão Sagrado e o profeta Mohammad (S.A.A.S.) os nomeiam como Ahlul Bait (A.S.).

O Islam crê que o décimo segundo Imam, Al-Mahdi dos Imames do Ahlul Bait (A.S.), nascido em 868 D.C., está vivo e vive entre nós entretanto está oculto de nossos olhares. Ele está vivo por um milagre divino da mesma forma que o profeta Noel (A.S.), que viveu por mais de mil anos, e como vive até agora o profeta Jesus Cristo (A.S.). O Imam (A.S.) observa todos os acontecimentos do mundo e na sua ausência, a liderança é do líderes tementes, sábios, que governam sob o conhecimento e as jurisprudências Islâmicas, que se baseiam nos ensinamentos do Alcorão Sagrado e na tradição do profeta Mohammad (S.A.A.S.).

No final dos tempos, é justo que a verdade seja vitoriosa e a integridade tome conta deste mundo. É isto que a humanidade aguarda e deseja. Com a força de Deus e com a Sua proteção, o Imam Al-Mahdi (A.S.), será o salvador que aparecerá com a ordem de Deus e junto a ele virá o profeta Jesus Cristo (A.S.) que rezará atrás dele. Deus disse no seu livro Sagrado: "Temos prescrito, nos Salmos, depois da Mensagem (dada a Moisés), que a terra, herdá-la-ão os Meus servos virtuosos " (C 21 - V 105

A Justiça

A Justiça é a convicção de que Deus Supremo é eqüitativo e ordena usar-se de justiça, e que Ele é muito acima do despotismo e de todo e qualquer ser abominável. Deus, em Sua Onipotência, jamais oprimiria sequer no peso de um átomo, seja na Terra ou no espaço, e tampouco permite aos homens oprimirem-se uns aos outros, pois a Justiça é uma das qualidades completas de Deus, o Qual não age e não ordena algo que contrariasse os interesses, a prudência e a sabedoria. Deus revelou no Alcorão Sagrado: "Deus dá testemunho de que não há divindade senão Ele, e os anjos e sábios O confirmam Justiceiro, não há divindade exceto Ele, o Poderoso, Prudentíssimo". (C. 3, V. 18) Não há tirania em Sua execução e nem injustiça em Sua prudência. Ele recompensa os obedientes e castiga os insubmissos e jamais usa o que a razão abomina. E, em tudo que Ele ordena e adverte em Sua doutrina está em concordância com a qualidade inata e a mente sã, sem que haja uma contrariedade ou indiferença. Ele, em Sua benevolência, não fazo obediente entrar no Inferno e nem o insubmisso entrar no Paraíso, pois o iníquo tem a mente podre e o procedimento injusto. Se seguirmos os dogmas islâmicos, encontraremos neles vestígios da justiça de Deus Supremo se revelarem com clareza em Seus assuntos e Suas advertências, bem como, em Sua execução e Sua prudência, e Deus Altíssimo é Justo e só ordena pela Justiça, advertindo os homens contra a opressão, abominando os tiranos, intensificando sobre eles a punição inclusive... Ele adverte terminantemente contra o apoio à tirania e aos opressores e seus favorecimentos e patrocínios. Deus revelou no Alcorão Sagrado: "E não vos filies àqueles que oprimiram, porque o fogo vos atingirá..." (C. 11, V. 113) No "Al-Hadis", ou seja, na Tradição, onde está mencionado o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.), o qual disse: "A justiça por uma hora é preferível à adoração por setenta anos com suas orações noturnas e jejuns diurnos. E a tirania num Governo por uma hora, aos olhos de Deus, é mais intensa e maior do que a desobediência e a insubmissão a Ele durante sessenta anos" O Islam acautelou contra o apoio aos tiranos e a anuência às suas ações, pois aquele que concorda e apóia os procedimentos do opressor, não passa de cúmplice seu no favorecimento da tirania e na ruína do esclarecimento da Justiça. O Imám Ali Ben Abi Táleb (A.S.) falou certa vez: "O tirano, seu assistente e seu condescendente são três cúmplices" O Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) disse: "Aquele que andou com um tirano e colaborou com ele, sabendo que ele é um opressor, notóriamente já saiu do Islam" Outro pensamento do Profeta Mohammad (S.A.A.S.): "Aquele que patrocina dez homens e não usa de justiça entre eles, no Dia da Ressurreição, suas mãos, seus pés e sua cabeça estarão na mira da lâmina do machado" Com estes pensamentos, entende-se perfeitamente de que Deus Glorificado e Supremo é Justo e ordena usar a Justiça, e não admite a opressão e a tirania ou a contradição aos interesses nas regras da eqüidade e da prudência. Assim sendo, com a conexão da Justiça com a Unicidade, em se considerando uma das qualidades completas do Criador Glorificado e Supremo, nós as reforçamos para melhor esclarecimento das evidências.

Juízo Final

Crer na ressurreição após a morte, pois Deus fará que o espírito volte para o corpo, não para viver novamente na Terra, mas para ser julgado e viver eternamente. Assim Deus os julgará por seus atos e os compensará ou os castigará. Recompensará os fieis, crentes, obedientes e aos seus seguidores o paraíso estará reservado. Castigará os infiéis, desobedientes, os injustos e os punirá com o fogo do inferno. Isto foi pregado pelos profetas e confirmado por todas mensagens celestiais. Compensa então, ao ser humano praticar o desejo de Deus pois assim seguirá ao paraíso e não ao inferno, pois todos seremos julgados por nossos atos e atitudes. Depois da morte o ser humano não se transforma somente pó e acaba, mas é julgado no Dia do Juízo Final e recompensado ou castigado por todos os suas obras, sejam elas pequenas ou grandes. Deus disse no Alcorão Sagrado: " Quem tiver feito o bem, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á e quem tiver feito o mal, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á " (C 99 - V 7 e 8). Convidamos a todos e a nós mesmos a seguir o caminho da verdade, o caminho que Deus quer. Assim saberemos o que agrada a Deus e o que não O agrada e nos afastaremos do mal e, conseqüentemente da ira divina.