O 4° Imam Ali Ibn Al-Hussein - "Formosura dos Devotos"

Ele é o Imam Ali Ibn Al-Hussein Ibn Ali Ibn Abi Táleb, alcunhado por “Zein Al-Ábidin” (Formosura dos devotos) e de “Al-Assajad” (O Genuflecto) (Senhor dos Genuflectores).

Nascimento: O Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) nasceu na cidade de Medina, no mês de Chaaban do ano 38 da Hijra (661 d.C), durante o califado de seu avô paterno, o Imam Ali Ibn Abi Táleb (A paz esteja com ele).

Seu pai: O Imam Al-Hussein, filho do Imam Ali Ibn Abi Táleb (A paz esteja com ambos).

Sua mãe: Xáh Zanán, filha de Reza Harad, último rei persa, a qual foi enviada ao Imam Ali Ibn Abi Táleb (a paz esteja com ele), juntamente com sua irmã, pelo então Governador de Khorassan e que fica ao norte do Irã.

O Imam Ali uniu em matrimônio seu filho Al-Hussein com a princesa Xáh Zanáh e sua irmã com seu discípulo Mohammad Ibn Abu Bakr Ibn Qoháfa.

Xáh Zanáh gerou o Imam Ali Ibn Al-Hussein, morrendo no parto; e sua irmã gerou a Al-Qássem Ibn Mohammad Ibn Abu Bakr.

Seu Avô Paterno: O Imam Ali Ibn Abi Táleb, o recomendado pelo Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou).

Sua Avó Paterna: Fátima “Azzahra” filha do Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou).

Seu desenvolvimento



O Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) cresceu e se desenvolveu nas casas dos líderes religiosos, sempre encaminhados nas trilhas de Deus e da retidão, sendo que, viveu por dois anos com seu avô, O Imam Ali Ibn Abi Táleb; e com seu tio paterno, Al-Hassan Ibn Ali até os doze anos e, posteriormente, com seu pai, o Imam Al-Hussein Ibn Ali até os vinte e dois anos aproximadamente, dos quais teve o melhor aproveitamento sobre os conhecimentos do Islam.

     

Seus Filhos



Teve quinze filhos de diversas esposas, sendo onze do sexo masculino e quatro do sexo feminino.

          

Seu Ministério



O Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) tomou posse de seu ministério como Imam, após o assassinato de seu pai O Imam Al-Hussein Ibn Ali (a paz esteja com ele) no dia 10 de Muharram do ano 61 da Hijra (684 d.C) tinha ele então 23 anos de idade e se encontrava impossibilitado de acompanhar seu pai, devido a uma doença que o fez escapar por milagre do infame massacre na batalha de Karbalá, prosseguindo com sua família à região do Chám (que correspondente a Síria, Líbano e Palestina), retornando depois com as cabeças decapitadas em Karbalá no Iraque, onde estavam enterrados os corpos dos mártires, para depois seguirem para Medina onde se completou seu ministério como Imam por trinta e quatro anos.

                  

O papel do Imam “Al-Sajjad” na Revolução do Al-Hussein



O Imam Al-Assajad, acompanhou seu pai, o Imam Al-Hussein (A paz esteja com ambos) desde a sua saída da cidade de Medina, a iluminada juntamente com os seus irmãos, tios e companheiros de seu genitor, até chegarem à Karbalá, no Iraque, onde ocorreu a hedionda batalha e que, por determinação de Deus Todo Poderoso, ele fora milagrosamente poupado do massacre a fim de que se cumprisse a determinação do Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou) na sucessão do Imamato, para que a nação islâmica não fique sem o seu Imam, a fim de guiá-la em seu governo e doutrina; e sua salvação deu-se pela razão de ter-se adoecido e ficado entre as mulheres e as crianças da casa de seu pai, para depois da cruel derrota, acompanhar a família e o resto dos prisioneiros de Karbalá até Al-Cufá e dali para Damasco e ,finalmente, para a cidade de Medina a Iluminado, passando antes pelo cemitério dos mártires de Karbalá, após quarenta dias, para que sejam enterradas as cabeças purificadas juntamente com os devidos corpos.

O papel do Imam “Al-Sajjad” foi de extrema importância para a realização dos ideais da Revolução do Imam Al-Hussein, a fim de alertar as pessoas contra o cruel domínio dos Omíadas e seus feitos contra os direitos do Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou) quando na cidade de Al-Cufá, o povo se exaltava e chorava pela decepção ao ouvirem as oratórias inflamativas de suas tias Zeinab a mais velha e Omm Colçum as mais novas (A paz esteja com elas), ambas irmãs de seu pai o Imam Al-Hussein (A paz esteja com ele) e, diante do conflito da população, o Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) pediu-lhes o silêncio e a palavra pelo que, todos o atenderam respeitoso. E assim, depois de glorificar e engrandecer Deus , curvou-se e orou pelo Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou). Em seguida começou o seu discurso:

__ “ Ó humanos! Eu sou Ali Ibn Al-Hussein Ibn Ali Ibn Abi Táleb. Eu sou o filho daquele que se lhe tomaram seus bens e se lhe aprisionaram seus filhos e mulheres. Eu sou filho daquele que foi cruelmente assassinado nas margens do rio Eufrates pelos insaciáveis de seu sangue, pisando em seu direito mas nada foi em vão. Ó humanos! Por que, por Deus! Vós escrevestes ao meu pai convidando-o para vir até a Al-Cufá e quando ele veio, vós o matastes? Ó humanos! O que fareis quando o Mensageiro de Deus vos questionar no Dia do Juízo Final: ‘Vós matastes os de minha Casa e não avaliastes o que vos era defeso. Portanto não sois da minha nação! ”

Diante da eloqüência do Imam Ali Ibn Al-Hussein (a paz esteja com ele), a população se inquietou mais ainda depois do que acabaram de ouvir dele, passando a se repreenderem uns aos outros e a censurarem-se decepcionados pelo que fizeram.

Em outra feita, o Imam Ali Ibn Al-Hussein (a paz esteja com ele) teve atitudes de coragem e audácia diante de Obaid'Allah Ibn Ziád, na cidade de Al-Cufá, em sua sala de audiência do Palácio do Governo, ao desmascará-lo diante dos presentes e, principalmente, ao lembrar a todos a posição do Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou) e da importância de sua Linhagem Purificada por Deus.

__ “Eu estava em Damasco quando o Exercito Omíadas chegou com os prisioneiros descendentes de Mohammad (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou), os quais foram levados para uma Mesquita localizada no mercado de Damasco. O Sheikh que os recebeu, aproximou-se do grupo de cativos e, dirigindo-se ao jovem Imam “Al-Sajjad”, disse:

__ Graças a Deus que vos dizimou e apagou o vosso encanto livrando a terra de vossa presença e... continuando com suas ofensas e palavras ferinas como chuva torrencial sobre o jovem Imam. Quando o Sheikh terminou, o Imam Ali Ibn Al-Hussein, o interpelou:

__ “Ó Sheikh, acaso já leste o Alcorão?”.

__ Sim __ assentiu o Sheikh.

__ Já leste as palavras do Altíssimo: “Dize-lhes: Não vos exijo recompensa alguma senão a afeição aos meus parentes” (Alcorão 42:23)

__ Sim, eu já li este versículo__ respondeu o Sheikh.

__ Pois somos nós os tais parentes, afirmou-lhe o jovem Imam. __Acaso já leste: “E concedas aos meus parentes os seus direitos”? (Alcorão 17:26)

__ Sim, já li__ tornou a responder o Sheikh.

__ Pois somos nós os tais parentes que Deus ordena ao Seu Profeta a concessão de seus direitos.

__ Sois vós mesmo?

__ Certamente que o somos! Confirmou o Imam “Al-Sajjad”(a paz esteja com ele), já leste o versículo (Al-Khamos*): “E sabei que de tudo quanto adquires de despojos, a Quinta parte pertencerá a Deus, ao Mensageiro e aos seus parentes” (Alcorão 8:41)

__ Sim, já li__ assentiu novamente o Sheikh.

__ Pois fazemos parte deste parentesco! Mas, já leste o versículo de (At-Tathír) isto é, A purificação que diz: “Pois Deus só deseja afastar de vós a abominação ó descendentes da Linhagem da Casa Profética e vos purificar integralmente”? (Alcorão 33:33).

Ao ouvir os versículos recitados pelo jovem Imam, o velho Sheikh levantou os braços para os céus e exclamou:

__ Ó Senhor! Peço o Vosso perdão!__ repetindo indulgência por três vezes__ Oh meu Senhor! Peço o Vosso perdão pela inimizade para com a Linhagem do Profeta e me livres de seus assassinos!

Ao tomar conhecimento do arrependimento do Sheikh daquela Mesquita, Yazid ordenou imediatamente a sua execução.

Quando o Imam “Al-Sajjad” foi levado a sala de audiência do Palácio, Yazid mandou um dos seus oradores subir ao púlpito e insultar a memória do Imam Ali Ibn Abi Táleb o Príncipe dos Crentes e de seu filho o Imam Al-Hussein, qualificando-os com as piores características; assim feito, o orador discursava seu discurso ferino, inclinando-se vez ou outra diante de Yazid enaltecendo-o e ao seu não menos desprezível pai, Moáuiya Ibn Abu Sufián.

Al-Khamos significa 20% do Patrimônio do muçulmano que é retirado do capital para purificação do mesmo. Inicialmente, o capital total do muçulmano é tributado em 20% e posteriormente a cada ano só é tributado o lucro, sendo obrigação divina imposta a todos os muçulmanos.

Não suportando mais tanta injusta humilhação, o Imam “Al-Sajjad” (a paz esteja com ele) vociferou para o orador:

__ Aí de ti homem! Trocaste a anuência do servo pela ira do Criador? Saibas de que já se reservou a tua morada no fogo do inferno!

__ Depois, virando-se para Yazid, disse-lhe: __ Deixe-me subir ao púlpito para proferir o que agrada a Deus e Dele ter a recompensa!

Yazid negou-lhe o pedido, porém, diante da insistência dos presentes, ele consentiu e o Imam Genuflecto subiu ao púlpito e glorificou a Deus e O enalteceu e depois começou o discurso:

__ “Ó humanos! Deus nos deu a sapiência e os sonhos; a paciência e a generosidade; a eloqüência e a coragem e por fim, o amor nos corações dos crentes, e nos privilegiou de que seu Profeta e Mensageiro sejam de nossa gente; e o Verídico para esta nação foi o Imam Ali Ibn Abi Táleb, o Príncipe dos Crentes, como são de nos Jaafar, o Propagador, Hamza o Senhor dos Mártires; Al-Hassan e Al-Hussein netos do Mensageiro de Deus. Ó humanos! Quem me conhece já me conheceu e quem não me conhece, fá-lo-ei me conhecer e conhecer os meus ancestrais. Ó humanos! Eu sou filho de Meca e Mina; sou o filho do poço de Zamzam do monte Al-Safá; sou filho daquele que segurou a Pedra dos alicerces pelos cantos do vestuário; sou filho daquele que viajou só do Massjed Al-Haram até o Massjed Al-Aqça; sou filho daquele que Deus lhe revelou o que foi revelado. Eu sou o filho de Al-Hussein! Assassinado em Karbalá; eu sou filho de Mohammad, o Escolhido; eu sou o filho de Fátima “Azzahra”; eu sou o filho de Khadija , a Grande; eu sou o filho, daquele que foi ensangüentado em seu próprio sangue; eu sou o filho daquele que foi abatido em Karbalá; eu sou o filho daquele que o Gênio chorou na escuridão e as aves o lamentaram no espaço.

Diante do discurso cheio de lágrimas e de dor , os presentes não mais se contiveram de emoção, passando a se inquietar e chorar. Entretanto, temendo o encanto do momento, Yazid Ibn Moáuiya ordenou o Muezim interromper o Imam “Al-Sajjad”, e , este em obediência ao seu senhor, clamou:

__ “Allahu Akbar! ...... Allahu Akbar!”

Imediatamente, o Imam cortou-lhe a indagação, repetindo-a:

__ “Allahu Akbar! é o Excelso, é o Supremo, o Majestoso e o Acima de todo temor e ameaça!”

O Muezim confirmou então:

__ “Eu sou testemunha de que não há divindade além de Deus!”

Respeitosamente, o Imam “Al-Sajjad” falou:

__ “Sim! Eu confirmo com todo o testemunho de que, não há divindade além de Deus!”

O Muezim assentiu:

__ “E dou testemunho de que Mohammad é o Mensageiro de Deus!”. O Imam afirmou ao Muezim: “É mister lembrardes de Mohammad, e virando-se para Yazid, este continuou: Este tão caro e generoso Profeta era seu avô ou o meu? Se disseres que é vosso avô, todos saberão que és mentiroso, porém, se confirmares que é meu avô, então por que mataste meu pai por pura crueldade e inimizade e te apossaste de seus pertences e de seus bens, aprisionando as mulheres de sua casa? Ai de ti no Dia do Juízo Final, quando meu avô te questionar”.

Constrangido, Yazid ordenou ao Muezim celebrar a oração. Nisso os presentes começaram a murmurar entre si, alguns participaram das orações outros se retiraram.

Percebe-se claramente, de que as atitudes e discursos eloqüentes do Imam Genuflector (A paz esteja com ele), das quais mencionamos algo das mesmas, notou-se de que havia nelas um sabor especial para o intelecto, pelo que segue:

1. Esclarecimento sobre a posição da Linhagem do Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou), os quais representam a dilatação verdadeira da descendência do Profeta Mohammad (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou) e da conservação da Mensagem Islâmica e seus conhecimentos, que são mencionados no Alcorão Sagrado através de seus versículos e que o Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou) enaltecia em seus colóquios.

2. Manifestação sobre a hediondez do crime contra a Linhagem do Profeta, pelos agressores e usurpadores dos direitos dos Imam Al-Hassan e Al-Hussein, netos do Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou) irmãos e companheiros e cativeiro de seus filhos e mulheres.

3. Denúncia à conspiração que os Omíadas maquinaram contra os conhecimentos do Islam e alteração de seus dogmas, confundindo as pessoas e instigando as pessoas a agirem com injúria e blasfêmia.

4. O Imam Al-Sajjad (A paz esteja com ele) tencionou com suas atitudes, despertar a consciência da nação islâmica, que os Omíadas tentaram obscurecê-la e submetê-la pela força, terror, ganância e ilegitimidade; fazendo-os se levantarem com coragem e destemor diante da opressão e dos opressores por mais que sejam dispersos e oprimidos.

5. Cumprimento de seu papel e encargo legal obrigatoriedade divina no compromisso como Imam legítimo após seu genitor, o Imam Al-Hussein (A paz esteja com ele) para a vitória da justiça e confrontação ás deturpações e do ilícito, guiando a nação para os caminhos da verdadeira linha do Islam, preparando-a moral e espiritualmente contra a dissidência, seja na sociedade seja no governo.

                    Um pouco da vida do Imam “Al-Sajjad”



Quando o Imam (A paz esteja com ele) retornou à cidade de Medina depois de todo ocorrido em Karbalá, passou á prática de suas atividades nas investigações, a fim de alertar a nação contra questões contrárias a ela, apesar de se empenhar na vigilância sobre o governo dos Omíadas, apesar de que isto seja parte do muito que o Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) já realizou:

1. Dava assistência á centenas de crianças necessitadas, levando-lhes pessoalmente o alimento e lhes preparava as comidas com suas próprias mãos, inclusive indigentes, mendigos e órfãos podiam sempre contar com ele, e até os agasalhava quando se tornava necessário.

2. Comprava os escravos em sua diversidade na sociedade e os libertava nas noites de Ide Al-Fitr, isto é, na noite da comemoração do fim do Jejum do Ramadan. Calcula-se que o Imam “Al-Sajjad” (A paz esteja com ele) libertou cerca de cem mil escravos, como exemplo a divulgação da liberdade na sociedade; daí que foi também alcunhado por uns de “O Libertador de Escravos”.

3. O Imam (A paz esteja com ele) comemorava com freqüência a memória do Imam Al-Hussein, para que a sua lembrança permaneça viva na consciência da nação e sua história, bem como, pela preservação duradoura da Mensagem alusiva a abominação daquilo que é ilícito e ditatorial. O Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) vivia triste e muito chorava seu inesquecível pai o Imam Al-Hussein e os mártires da sua Casa (As pazes estejam com eles). Não havia uma refeição em que o Imam “Al-Sajjad” (A paz esteja com ele) não lembrasse da sede de seu pai e seus companheiros, as margens do rio Eufrates, boicotados pelos adversários, para que não pudessem saciar as suas sedes nas águas do ri

4. O Imam Ali, “Al-Sajjad” (A paz esteja com ele), publicou muitas obras sobre o conhecimento islâmico e colóquios sobre a Linhagem da Casa Profética; inclusive, preparou uma geração inteira de eruditos e palestradores, os quais nos legaram o Islam eterno, expandindo-o em todos os países islâmicos, sendo alguns deles como: Abu Hamza Al-Samali, Said Ben Moussaib e Said Ibn Al-Jubair.

5. O Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) era demasiadamente devoto a Deus; e seu servilismo ao Supremo era por demais humilde, chegando a extrema submissão e veneração á Deus protetor e majestoso, num êxtase sem par. Nem acabava a sua oração, e, ao se lembrar de alguma graça, ele ajoelhava e agradecia a Deus. Quando era chamado para conciliação de duas pessoas, o Imam genuflexava em graça a Deus. Por isso, foi apelidado de “Al-Sajjad” e de ‘Zein Al-Abidín'.

              

A página da Genuflexão



A biografia nos reservou dezenas de questões pertinentes ao Imam “Al-Sajjad” (A paz esteja com ele) e que se diversificaram por direito na forma e no desenvolvimento do ensino, garantindo a devoção, para que o servo de Deus, possa tencionar um meio de alcançar a graça dos Senhor dos Mundos; ressaltando que o conteúdo de tais questões, face as modificações e edificações das mesmas, sejam para que os crentes permaneçam no caminho da retidão e da paz na sociedade em que vivem, a fim de serem responsáveis nas condutas do trabalho e do dever pela imposição de todas as questões da vida, e , para isto, os fiéis, deverão usar de recursos que possam enaltecer a posição do “Azan” ou seja da convocação as orações, pois a confiança, o apelo e a súplica a Deus Glorificado, aprofunda no homem a necessidade por causa da pobreza, da humildade, da compaixão e da incapacidade diante de Deus Supremo, e, ao se deparar com tudo isto, o homem passa a apelar ao Poder Divino, almejando o Seu auxílio, para que possa enfrentar as tentações que os Principados oferecem e impedir os mal-entendidos, bem como, para evitar as atrações da vida, e seus ornamentos e decorações e finalmente, para se livrarem das correntes do maldito Satanás e suas perturbações e podridões.

O Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) começava sempre com o louvor e a glorificação a Deus Supremo, orando sobre Mohammad Seu Mensageiro e sobre todos os seus Profetas, abençoando e saudando a Linhagem do Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou), depois é que se avizinhava á pessoa com certa aproximação estimativa, determinando um alvo elevado á vida, ao mundo e á eternidade, tal como por exemplo, glorificar e santificar Deus Todo Poderoso e o servilismo diante Dele, implorando-lhe indulgência e perdão, para que o homem se sinta realmente que é o servo de Deus Supremo, seja ele quem for, caso contrário, perceberá com a sua arrogância, injustiça e blasfêmia ao se assoberbar sobre os devotos de Deus, desprezando-os, enfraquecendo-os tentando afastá-los de Deus verdadeiro e de sua doutrina e ensinamentos, através de métodos estranhos, como por exemplo, satisfazer-lhes os desejos efêmeros. O Imam (A paz esteja com ele) sempre se opôs a tudo isto, exortando o povo em seus discursos a se afastarem do iníquo e de se conscientizarem sobre a importância de seu Magnificente Criador.

O Imam “Al-Sajjad” fez muitas exortações ao seu povo e lhes deu conselhos utilíssimos, diversificados de acordo com o teor, mas, infelizmente não temos espaço suficiente para relatar ao leitor todas as suas oratórias tão importantes para as estradas da vida. Entretanto, este magnífico legado foi reunido sob o título de “A Página da Genuflexão” em homenagem a importância dos Imames da Linhagem do Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua Linhagem e os saudou) e de seus companheiros (A pazes estejam com eles) e adeptos, graças ao empenho dos sábios muçulmanos e dos crentes que passaram pela história, a fim de mostrarem o Reino da justiça que a humanidade deve se encaminhar para que possam se aproximar de seu Criador e Senhor para alcançar a Sua graça e a felicidade nesta vida terrena e na eternidade.

              

A Mensagem dos Direitos



O Imam “Formosura dos Devotos” ou seja “Zein Al-Abidín”, defendia com fervor os direitos humanos, sendo a mais importante defesa que já escreveu, alusivo a todos os interesses da vida. Entretanto, ele ressaltava antes de tudo os direitos de Deus Supremo sobre seus servos e depois, o direito do próprio homem sobre si mesmo e como deverá obtê-lo com a aprovação de Deus e de como adquiri-lo a fim de permanecer nos caminhos da felicidade e do bem, inclusive sobre os direitos as graças maravilhosas que Deus o beneficiou em seu próprio corpo, tal como a visão, a audição, a língua e demais órgãos vitais e de como utilizá-los em seu próprio benefício e em benefício da sociedade em que vive, para que tenha uma existência salutar. Há os direitos sociais, tal como os direitos dos pais, os direitos da esposa, os direitos do marido, os direitos dos filhos, os direitos dos parentes, os direitos dos vizinhos, os direitos do amigo, os direitos do consulente, os direitos do grande, os direitos do pequeno, os direitos do benfeitor, os direitos do conselheiro, enfim, os direitos na vida social.

O Imam (A paz esteja com ele) defendia os direitos políticos e econômicos, tal como, o direito do Governante sobre o seu povo, o direito do povo sobre seu Governante, o direito do empregador, o direito do empregado, o direito do sócio e qualquer outro direito concernente ao campo dos direitos sobre o empenho para uma vida feliz, seja individual, social ou nacional, pois é de direito maior se este for organizado na retidão em um relatório constitucional, reunindo a climatização da vida sob os alicerces do Islam.

O Imam “Al-Sajjad” (A paz esteja com ele) procedeu com solidez sobre os grandiosos ensinamentos celestiais e o entendimento do eterno Alcorão Sagrado, como jamais alguém chegou a escrever sobre eles com tanto liberalismo e franqueza; portanto, é mister que o homem deve parar e pensar de como proceder, tal como o faz o esperançoso e o sapiente, a fim de conhecer os segredos da vida e seus direitos, bem como, conhecer este Imam que enriqueceu a humanidade com seus ensinamentos e sapiência, para que se possa conhecer o Islam magnífico e sua unificação e complementação e de como é o seu parecer para com o mundo e a vida.

                    As pregações e a sabedoria



Tanto os livros quanto as Tradições, as biografias e a história, mencionaram centenas das pregações e exortações do Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) e seu ministério eloqüente e expressivo, o qual falhou ao homem e á sociedade um governo sólido e forte, fazendo com que o seu povo conhecesse a verdade da vida que é passageira, mas que, infelizmente, muitos a ignoram e se iludem com ela, perdendo-se no desconhecimento e na ignorância, pois somente os sábios e os retos aos olhos de Deus se encontram protegidos das ilusões do mundo, caminhando sempre na reta deste Imam (A paz esteja com ele) e absorvendo da riqueza de suas pregações e discursos.

Eis que segue abaixo, algo de seus discursos proveitosos:

“Ó humanos! Temei a Deus e sabei que a Ele retornareis. Sabei que cada alma prestará contas de seus atos, tanto faz se tinham sidos bons ou maus, mesmo que tenha ocorrido entre ambos uma distância razoável; Deus os julgará! Aí de ti ó descendentes de Adão, que sois irrefletido! Sabei que não haverá imprevidência sobre ti. E, se a tua morte te surpreender repentinamente, sentirás em átomo de segundos a necessidade de entender e analisar, mas a tua morte te será implacável e se tornará sobrecarregada e então, o anjo te arrancará o espírito ao teu corpo e teus dois anjos, Munkar e Nakír, irão te questionar sobre as tuas ações, sendo que, primeiramente te perguntarão sobre qual era o Deus que adoravas, e qual era o Profeta que lhes fora mandado, e qual era Religião que tu professavas, e qual era o Livro que recitavas, e qual era o Imam que tu seguias, e sobre o que desgastaste em tua idade e donde adquiriste as tuas riquezas e como as gastavas. Por isso, alerta-te e olhe sobre ti mesmo e só respondas depois de analisar, questionar e conhecer...”

No que alude ao seu Conselho, citaremos a seguir, algo de seus discursos referentes ao mesmo:

“Se praticares a caridade, Deus vos recompensará; e se servires a Deus, sereis engrandecidos diante Dele; e se Deus vos livrou dos lamentos, devereis Temê-lo; e se aproximardes de Deus, ele ampliará a vossa sobriedade; o vosso contentamento diante de Deus, será precedido com Seu arrimo e vos encaminhará para a Sua assistência; e se fordes generosos é porque sois piedosos diante de Deus...”

O Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) teve proveitosos pensamentos, tais como:

__ “Aquele que possuir alma nobre, torna-se-lhe-á tranqüila”.

__ “Aquele que se contenta com o que Deus lhe reservou, pode se considerar o mais rico de todos”.

__ “A vitória do Senhor é a tua, se vires teu inimigo agir do contrário aos preceitos de Deus sobre ti”.

É nos o bastante em adquirirmos uma avaliação sintetizada sobre a vida do magnífico Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) e seus discursos e oratórias interrompidas com seu assassinato em prol de Deus; e quão foram grandes as perdas e os danos funestos, pelo ultrajante crime contra este Imam; e, quanto a humanidade perdeu de sua generosidade tão singela e de seu abundante saber; enfim, quão abominável e culminantemente terrível foi este crime, por ter sido praticado contra um dos fervorosos defensores de Deus!

              A Morte do Imam “Al-Sajjad”



O Imam Ali Ibn Al-Hussein (A paz esteja com ele) morreu injustiçado e preocupado na cidade de Medina, e, a causa da morte foi pela ingestão de um veneno que lhe foi ministrado por parte do Governador daquela cidade, que se chamava Suleiman Ibn Abdel Mâlec Ibn Maruán por ordem do califa Omíada, Hichám Ibn Abdel Mâlec Ibn Máruan, sem que se lhe compute alguma culpa, senão por ter sido o mestre dos ensinamentos de Deus, aqui na terra, sempre içando o estandarte da justiça, e, por ter sido um Imam verídico e correto, guiando o povo pelos caminhos da virtude e da iluminação, até o dia em que morreu como mártir, no ano 95 da Hijra, correspondente ao ano de 718 d.C, aos cinqüenta e sete anos de idade.

O Imam “Al-Sajjad” foi sepultado no cemitério de Al-Baquí, ao lado de seu tio, o Imam Al-Hassan Ibn Ali Ibn Abi Táleb, na cidade de Medina. Aquele dia foi um dos mais funestos para os seus moradores, devido ao clamor que tomou conta da cidade, que se vestiu com a roupagem da tristeza e da aflição , despedindo-se de seu injustiçado Imam, que deixará atrás de si os seus ensinamentos, oratórias, discursos, e sapiência, os quais, até hoje os crentes se beneficiam dele tal qual a chama do saber, amaldiçoando todos os execráveis criminosos que levantaram a mão assassina contra o Imam da justiça (A paz esteja com ele no dia em que nasceu, no dia em que morreu e no dia que renascerá).